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Espinha bífida: o que é e qual o papel do ortopedista no cuidado da criança?

  • fcro87
  • Mar 17
  • 2 min read

A espinha bífida é uma malformação congênita que ocorre quando há uma falha no fechamento do tubo neural do bebê durante as primeiras semanas de gestação. Esse tubo é a estrutura que dará origem ao cérebro e à medula espinhal.

Mas é importante entender: a espinha bífida não é uma condição única — ela faz parte de um espectro amplo, com diferentes graus de gravidade.


Tipos de espinha bífida

Na forma mais leve, chamada espinha bífida oculta, muitas crianças não apresentam sintomas. O diagnóstico costuma ser incidental, em exames como radiografias. Em alguns casos, podem existir sinais cutâneos na região lombar, como:

  • Pequena covinha

  • Tufo de pelos

  • Mancha ou alteração na pele

Já na forma mais grave, a mielomeningocele, há exposição das estruturas nervosas, incluindo a medula espinhal. Nesses casos, o comprometimento neurológico é mais evidente e exige acompanhamento desde o nascimento.


Como a espinha bífida afeta o sistema musculoesquelético?

O impacto da espinha bífida está diretamente relacionado ao nível e à extensão da lesão neurológica. Quando há comprometimento da medula, ocorre um desbalanço muscular, pois alguns músculos funcionam normalmente enquanto outros apresentam fraqueza ou paralisia.

Esse desequilíbrio ao longo do crescimento pode levar a diversas alterações ortopédicas, como:

  • Deformidades nos pés (ex: pé torto congênito, pé calcâneo, pé equino)

  • Luxação ou subluxação dos quadris

  • Escoliose e outras deformidades da coluna

  • Alterações na marcha ou dificuldade para andar

  • Comprometimento das articulações


Onde entra o ortopedista?

O ortopedista pediátrico tem um papel fundamental no acompanhamento dessas crianças. O objetivo principal não é apenas corrigir deformidades, mas preservar a função, promover mobilidade e garantir independência.

O tratamento é sempre individualizado e pode incluir:

  • Uso de órteses

  • Fisioterapia

  • Acompanhamento do desenvolvimento motor

  • Indicação cirúrgica quando necessário

Além disso, o acompanhamento deve ser contínuo, pois as deformidades podem surgir ou evoluir com o crescimento da criança.


Tratamento multidisciplinar: essencial para bons resultados

O cuidado da criança com espinha bífida envolve uma equipe multidisciplinar, geralmente composta por:

  • Neurocirurgião

  • Ortopedista pediátrico

  • Fisioterapeuta

  • Urologista

  • Outros profissionais conforme a necessidade

Esse trabalho em conjunto é fundamental para abordar não apenas as questões ortopédicas, mas também aspectos neurológicos, urinários e funcionais.


Em resumo

A espinha bífida é uma condição complexa, com apresentações muito variadas. O diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado fazem toda a diferença na qualidade de vida da criança.

O papel do ortopedista vai muito além da correção de deformidades — ele está diretamente envolvido em ajudar a criança a se movimentar melhor, ganhar autonomia e alcançar seu máximo potencial funcional. ele está diretamente envolvido em ajudar a criança a se movimentar melhor, ganhar autonomia e alcançar seu máximo potencial funcional.

 
 
 

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©  2025 por Dr. Felipe Oliveira, Ortopedista Pediátrico. 

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